De olho na demanda do mercado, indústria de cosméticos brasileira vem apostando suas fichas nos produtos livres de substâncias químicas pesadas Foto: Shutterstock |
Na contramão dos itens de beleza formulados com substâncias químicas
cada vez mais poderosas - capazes de dar aquela força nos assuntos
relacionados aos cuidados com a aparência, mas também de causar
irritações e alergias na cútis -, parte da bem-sucedida indústria de
cosméticos brasileira vem apostando suas fichas numa nova e promissora
tendência de mercado: os chamados produtos “sem”.
Frutos da demanda do público por soluções que garantam bons resultados
no espelho, sem prejudicar a saúde e qualidade da pele, os artigos
livres de componentes tóxicos como álcool, corantes, perfumes e alguns
conservantes, vêm aos poucos conquistando espaço nas prateleiras e
também no dia a dia das mulheres que não deixam de lado a vaidade.
Compostos somente por ingredientes considerados essenciais para o
tratamento das principais queixas femininas, os cosméticos de higiene e
cuidados com a cútis - tidos como hipoalergênicos - reduzem a quase zero
o risco de reações adversas em seus adeptos, mantendo distantes as
famosas dermatites de contato - problema comum relacionado ao uso de
produtos de beleza que se manifesta por meio de ardência, coceira,
vermelhidão e descamação da pele.
“Por serem compostos pelo menor número possível de material
potencialmente alergênico, estes itens oferecem a mesma qualidade dos
demais de sua categoria, com o diferencial de privilegiarem a saúde
cutânea, principalmente de quem tem a pele sensível”, avalia Valcinir
Bedin, dermatologista e diretor do Centro Integrado de Prevenção do
Envelhecimento (CIPE).
Substâncias excluídas
Principais suspeitos de desencadear irritações e alergias na cútis,
substâncias como os parabenos (conservantes presentes em diversos
cosméticos, capaz de oferecer sérios riscos à saúde devido às suas
propriedades estrogênicas), os corantes (substâncias ricas em
componentes metálicos prejudiciais à saúde) e o álcool (ativo que
resseca a pele e facilita a evaporação da água pelos poros) não estão
mais sendo usados nas composições da nova classe de produtos.
“Apesar de serem geralmente usados para inibir o crescimento de
micro-organismos (fungos e bactérias) em tônicos, cremes, emulsões,
loções pós-barba, xampus e condicionadores, estes ingredientes possuem
alto grau de toxidade”, alerta Fernando Passos de Freitas,
dermatologista, especialista em Medicina Estética pela InternationaI Association of Aesthetic Medicine (AAM /ASIME).
Por isso, para evitar dores de cabeça ao recorrer às propriedades químicas, a dica é esquecer a história de que os cosméticos não fazem mal à saúde e buscar sempre empresas idôneas na hora da aquisição dos produtos, pois o mercado já oferece diversas opções que não apresentam substâncias tóxicas em sua formulação e diminuem consideravelmente as chances de alergias.
Por isso, para evitar dores de cabeça ao recorrer às propriedades químicas, a dica é esquecer a história de que os cosméticos não fazem mal à saúde e buscar sempre empresas idôneas na hora da aquisição dos produtos, pois o mercado já oferece diversas opções que não apresentam substâncias tóxicas em sua formulação e diminuem consideravelmente as chances de alergias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário